
O ALAMBIQUE DE ADOLPHO PEREHOUSKI
Adolpho Perehouski nasceu na Linha Ivaí, em 1936. Seu avô materno, Basílio Renkievicz, era russo. O avô paterno, Constante Perehouski, veio da Ucrânia no final do século XIX.
Entre os 16 e 17 anos, Adolpho trabalhou em ferrarias de Prudentópolis. Nos seis anos seguintes atuou como mecânico em Maringá. No Exército, em Ponta Grossa, obteve a patente de 2º sargento.
Adolfo comprou terras de João Vallus e Valdomiro Kozechen, na Linha Paraná, totalizando 11 alqueires. A propriedade localiza-se a menos de um quilômetro da igreja ucraniana do povoado, à margem da estrada da Jaciba.
Em 1971 Adolfo montou um alambique, e passou a vender aguardente nas bodegas da região. Em 1995 casou-se com Isabel Yancyn, descendente de poloneses. Nessa época eles começaram a receber turistas na propriedade. Adolpho fazia a aguardente, e Isabel com sua comida típica ucraniana.
O rio Barra Bonita contorna a casa dos Perehouski. Poucos metros abaixo fica um dos mais encantadores recantos da região. Esse rio nasce no grapo Terral, de Ponta Grossa, trouxe 30 turistas de São Paulo e Rio de Janeiro. A partir de então, o turismo tornou-se a fonte exclusiva de recursos do casal Perehouski. Grupos de Israel, Alemanha e França já assinaram a lista de visitação.
No percurso de alguns quilômetros, o rio Barra Bonita apresenta um conjunto de pequenas cachoeiras e grutas. Há excelentes locais para banho. O caminho passa por uma cascata, uma gruta e o alambique do Adolfo. Acima, o estreito leito do rio forma um encantador túnel de árvores. À frente está a gruta e encontra-se uma graciosa cascata, com 7 m de altura. Abaixo, o rio se alarga e forma um segundo salto, com cerca de 40 metros de largura. O rio, então, desce para desaguar no rio Ivaí, o riacho forma o Cânion Barra Bonita, o Salto do Funil e a Cachoeira Ninho do Corvo.